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QUANTEC À DISTÂNCIA: COMO ENTENDER UMA TERAPIA REALIZADA SEM A PRESENÇA FÍSICA DO CLIENTE?

Foto do escritor: BR Quantec PRO
BR Quantec PRO
10 de out.
6 min de leitura

Uma das primeiras dúvidas de quem conhece o QUANTEC é bastante previsível: se o equipamento está em um lugar e a pessoa está em outro, como seria possível realizar um tratamento? Para compreender a ideia que está por trás desse tipo de trabalho, é interessante voltar um pouco no tempo e conhecer algumas descobertas da física que mudaram profundamente a maneira como entendemos a matéria. Isso não significa afirmar que a mecânica quântica tenha comprovado o funcionamento do QUANTEC. São coisas diferentes. Mas fenômenos como a dupla fenda e o emaranhamento quântico ajudam a entender por que a física moderna abandonou, há muito tempo, aquela visão intuitiva de um universo formado apenas por objetos sólidos, separados e independentes.


A famosa experiência da dupla fenda é provavelmente o melhor exemplo disso. Em sua forma mais conhecida, temos uma barreira com duas pequenas aberturas e, atrás dela, uma tela onde é possível registrar aquilo que atravessou as fendas. Quando trabalhamos com ondas, o resultado esperado é um padrão de interferência. As ondas que atravessam as duas aberturas se sobrepõem e produzem regiões de maior e menor intensidade. Até aí, nada especialmente estranho.


A surpresa aparece quando o experimento é realizado com entidades quânticas, como fótons ou elétrons, lançadas uma de cada vez. Cada uma delas é detectada em um ponto específico da tela. Seria razoável imaginar, então, que depois de milhares de lançamentos surgiriam apenas duas regiões principais, correspondentes às duas aberturas. Não é isso que acontece. Aos poucos aparece um padrão de interferência, justamente o comportamento característico de ondas. Mesmo quando os eventos são registrados individualmente, a distribuição final revela a natureza quântica do fenômeno.


A situação fica ainda mais interessante quando se procura determinar por qual das duas fendas cada partícula passou. Quando o experimento é configurado de modo a fornecer essa informação de caminho, o padrão de interferência desaparece. É daí que vem boa parte das referências populares ao chamado “efeito do observador”. Existe, porém, uma diferença importante entre a linguagem popular e aquilo que o experimento efetivamente demonstra. Na física, observar não significa necessariamente uma pessoa olhando para alguma coisa ou pensando nela. Significa realizar uma medição, o que envolve uma interação física capaz de obter informação sobre o sistema. Portanto, a dupla fenda não demonstra que a mente humana, simplesmente por observar algo, tenha o poder de modificar a realidade. O que ela demonstra é algo que já seria suficientemente extraordinário sem nenhum exagero: na escala quântica, aquilo que pode ser conhecido sobre um sistema e a maneira como a medição é realizada estão profundamente relacionados ao resultado observado.


Outro fenômeno igualmente impressionante é o emaranhamento quântico. Duas partículas podem ser preparadas de tal maneira que passam a formar um único estado quântico. Depois disso, elas podem ser separadas e levadas para lugares diferentes. Quando determinadas propriedades são medidas, os resultados apresentam correlações que não podem ser explicadas por uma teoria clássica na qual cada partícula simplesmente carregasse, desde o início, todas as respostas prontas e independentes.


Essa questão incomodou profundamente alguns dos maiores físicos do século XX. Einstein, juntamente com Boris Podolsky e Nathan Rosen, publicou em 1935 o famoso argumento EPR, questionando se a mecânica quântica oferecia uma descrição completa da realidade. Décadas mais tarde, John Bell mostrou matematicamente que seria possível colocar determinadas explicações à prova. Os experimentos realizados posteriormente, especialmente os associados a John Clauser e Alain Aspect, confirmaram correlações incompatíveis com determinadas teorias de variáveis ocultas locais. A importância dessa linha de pesquisa foi tamanha que Clauser, Aspect e Anton Zeilinger receberam o Prêmio Nobel de Física de 2022.


Às vezes esse fenômeno é explicado dizendo que duas partículas emaranhadas “se comunicam instantaneamente”, mesmo estando a enormes distâncias uma da outra. Essa frase é atraente, mas simplifica demais o que acontece. O emaranhamento produz correlações quânticas extraordinárias, porém não oferece um meio conhecido de escolher uma mensagem em um ponto e transmiti-la instantaneamente para outro ponto, ultrapassando a velocidade da luz. Também não significa que dois átomos que um dia estiveram juntos permanecerão obrigatoriamente emaranhados para sempre. Sistemas quânticos reais interagem com o ambiente e podem sofrer decoerência.


Por que tudo isso interessa quando falamos em QUANTEC? Porque essas descobertas mostram algo fundamental: a realidade física, em suas escalas mais elementares, não funciona exatamente de acordo com as imagens que nossa experiência cotidiana nos ensinou a considerar óbvias. Conceitos como onda, partícula, informação, medição, probabilidade, correlação e distância tornam-se muito mais sofisticados quando entramos no domínio da física quântica.


É justamente nesse ponto que começam também interpretações mais amplas sobre informação, consciência e ressonância. Quem acompanha, por exemplo, o trabalho de Hélio Couto provavelmente já ouviu explicações sobre a dupla fenda, o emaranhamento e o caráter ondulatório da matéria antes de entrar propriamente no conceito da Ressonância Harmônica. A ideia apresentada é que aquilo que percebemos como matéria não esgota todas as possibilidades de descrição da realidade e que a informação teria um papel muito mais fundamental do que normalmente imaginamos.


É necessário, entretanto, separar as coisas para não atribuir à física uma afirmação que ela não fez. A dupla fenda é um fenômeno experimental. O emaranhamento quântico também. As violações das desigualdades de Bell foram demonstradas experimentalmente. Já afirmar que esses fenômenos comprovam a possibilidade de transmitir uma informação terapêutica para uma pessoa à distância seria dar um passo além daquilo que esses experimentos demonstraram. A física quântica não estabeleceu essa relação causal.


O QUANTEC parte de uma proposta própria. Desenvolvido na Alemanha, o sistema trabalha com aquilo que denomina biocomunicação instrumental e utiliza, entre outros elementos, bancos de dados, informações relacionadas ao objeto do tratamento, fotografias e um diodo de ruído branco. Dentro da concepção do sistema, a pessoa não precisa permanecer fisicamente ao lado do equipamento para que o trabalho seja realizado. A distância, portanto, não surgiu como uma adaptação feita pelo BR QUANTEC para permitir atendimento pela internet. Ela faz parte da própria metodologia de utilização do equipamento.


Isso também explica uma dúvida frequente: se uma pessoa está em Belo Horizonte, outra em São Paulo, outra em Portugal e outra no Japão, seria necessário modificar a forma de trabalho em função da distância? Dentro da proposta do QUANTEC, não. O que individualiza o tratamento não é a quantidade de quilômetros entre a pessoa e o equipamento, mas as informações relacionadas ao caso e os recursos selecionados para aquele tratamento.


No BR QUANTEC, esse princípio permite que o trabalho seja realizado predominantemente à distância. O cliente fornece as informações necessárias para a elaboração do tratamento, o caso é preparado individualmente no QUANTEC PRO com Módulo DCR e passa pelo processo de avaliação e seleção dos recursos que irão compor aquele tratamento. A partir daí, o trabalho permanece ativo durante o período contratado e é acompanhado de acordo com a metodologia utilizada pelo BR QUANTEC. O cliente também recebe um relatório individualizado referente ao seu próprio tratamento.


Existe uma diferença importante, portanto, entre dizer “a física quântica provou que o QUANTEC funciona à distância” e explicar que determinadas descobertas da física quântica contribuíram para uma mudança profunda na maneira como pensamos matéria, informação, separação e realidade. A primeira afirmação não pode ser sustentada cientificamente. A segunda faz parte da própria história da física moderna.


Talvez seja justamente isso que torne o assunto tão fascinante. Há pouco mais de um século, a ideia de que uma única entidade quântica pudesse produzir, ao longo de muitas repetições, um padrão associado à interferência pareceria absurda à nossa intuição cotidiana. A existência de correlações quânticas entre sistemas espacialmente separados também provocou algumas das discussões mais importantes da história da física. Hoje esses fenômenos fazem parte de uma das teorias científicas mais bem-sucedidas já desenvolvidas.


Isso não significa que qualquer afirmação feita em nome da palavra “quântico” esteja automaticamente correta. Pelo contrário. Quanto mais extraordinária é a mecânica quântica verdadeira, menos precisamos atribuir a ela coisas que seus experimentos não demonstraram.


O tratamento à distância com QUANTEC deve ser compreendido dentro da proposta e da metodologia do próprio sistema. A dupla fenda e o emaranhamento ajudam a mostrar por que conceitos como matéria, informação e separação são muito menos simples do que parecem, mas não devem ser apresentados como uma prova científica da eficácia terapêutica do equipamento.


No BR QUANTEC, o QUANTEC PRO com Módulo DCR é utilizado desde 2018 em tratamentos individualizados, realizados predominantemente à distância para pessoas em diferentes localidades. O trabalho é desenvolvido dentro da proposta das terapias integrativas e não substitui acompanhamento médico, psicológico ou qualquer outro tratamento da medicina tradicional que seja necessário.

 
 
 

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